Minhas rotinas me sustentam

 Minhas rotinas me sustentam

O que seria de mim sem minhas rotinas? Não sei!

Eu vivo através delas. São elas que me dão estabilidade, que me dizem que nada tenho a temer. Que o dia é igual ao outro, e que eu consigo dar conta dele, mesmo quando as situações fogem ao meu controle.

Esses tempos têm sido difíceis, e sinto que as cores, por vezes, escapam de mim. Mas também percebo que, de vez em quando, elas voltam. Hoje, por exemplo, sorri tanto que acabei chorando de tanto rir. Como eu precisava disso! Esquecer, ainda que por um instante, tudo o que tem me magoado e simplesmente sorrir. Logo eu, que sempre vivo com um sorriso no rosto!

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Quando tudo parece ir bem, quando acreditamos que está tudo perfeito… de repente não está. E então me pergunto: como não percebi o que estava acontecendo? Como posso ser tão ingênua a ponto de confiar cegamente nas pessoas? Como acreditar que sempre falam verdades, quando tantas vezes mentem… e, pior, por coisas tão triviais?

E quando o chão me foge, quando tudo parece desconfortável, é a rotina que me salva. Ela me traz de volta para a minha realidade. Logo logo, volto para casa, e tudo se acalma.

Talvez, para algumas pessoas, repetir os mesmos hábitos não seja algo interessante — pode parecer banal. Mas, para mim, é diferente. Para mim, a rotina é conforto. Essa previsibilidade me dá segurança; quando é quebrada, sinto-me desconcentrada, irritada e menos confiante na vida e no ser humano.

Ainda bem que tenho minhas rotinas. 

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